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20 de outubro de 2025Relatório do Departamento Econômico da Faesp
Relatório do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), baseado na matriz de dados do crédito rural do Banco Central, revela que o estado de São Paulo registrou desembolso de R$ 9,4 bilhões nos primeiros três meses de vigência do Plano Safra 2025/2026, valor que representa 9,2% do total desembolsado no Brasil.
Esse montante posiciona o estado na quinta posição no ranking de maiores desembolsos, ficando atrás dos estados do Rio Grande do Sul (14,9%), Paraná (14,7%), Minas Gerais (14%) e Mato Grosso (9,7%).
Em comparação com o mesmo período da safra anterior, quando foram aplicados R$ 12 bilhões, observa-se uma redução de 21,7%. Além disso, houve uma diminuição de 28,5% no número de contratos realizados, totalizando 13,2 mil contratos. Dessa forma, o desempenho de São Paulo segue aquém do esperado, assim como observado em nível nacional.
Entre julho e agosto de 2025, 3,7% (R$ 346,1 milhões) referem-se a contratos firmados via Pronaf, 24,2% (R$ 2,3 bilhões) via Pronamp, e 72,1% (R$ 6,8 bilhões) via demais produtores. Todos esses enquadramentos apresentaram redução no volume desembolsado em relação ao mesmo período da safra anterior, sendo a maior queda registrada entre os demais produtores (-25,6%). Em termos de número de contratos, também houve recuo em todos os segmentos, com destaque para os demais produtores, cujo número de contratos caiu 47,3%.
Quanto à finalidade dos recursos, 61,8% (R$ 5,8 bilhões) foram alocados para custeio, 15,5% (R$ 1,5 bilhão) para comercialização, 12,4% (R$ 1,2 bilhão) para industrialização, e 10,3% (R$ 961,1 milhões) para investimentos. Na comparação com igual período da safra anterior, verificou-se aumento de 17,2% nos desembolsos para comercialização e de 0,9% para industrialização. Por outro lado, o montante destinado a custeio caiu 26,5%, enquanto o destinado a investimentos recuou 43,2%. Além disso, observou-se uma queda no número de contratos em todas as finalidades: comercialização (-42,8%), investimento (-36,4%), custeio (-25,2%) e industrialização (-9,8%).
No âmbito dos programas de investimento, todos apresentaram retração tanto no volume desembolsado quanto no número de contratos em relação ao ciclo anterior. Entre os programas, o Renovagro se destacou com o maior valor desembolsado no estado, totalizando R$ 167,2 milhões, ainda que tenha sofrido uma queda de 22,6% na comparação anual.
Dessa forma, os resultados do crédito rural no início da safra 2025/2026 indicam um ritmo mais lento em relação ao ciclo anterior. Para facilitar o acesso dos produtores ao crédito, o governo tem adotado medidas voltadas à redução da inadimplência, principalmente por meio da renegociação de dívidas. Espera-se que a contratação de novas operações se intensifique nos próximos meses, considerando a importância do financiamento para as atividades agropecuárias.
Para acessar o relatório completo, clique na imagem abaixo. Outras informações relevantes sobre o setor podem ser acessadas através do Painel de Dados da Faesp.
Fonte – Faesp






