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10 de março de 2026Barretense Cyro Penna Júnior é o novo presidente da Comissão Bovinocultura da CNA
O produtor rural e agropecuarista barretense Cyro Penna Júnior, que é vice-presidente da Faesp (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo) e diretor do Sindicato Rural do Vale do Rio Grande, foi eleito o novo presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
Em seus primeiros dias à frente da comissão, destacou que o mercado do boi gordo, confirmando as expectativas, cresceu 9,1% de janeiro ao início de março devido à concorrência. “Boa demanda interna e exportações aquecidas. Mas, no final de fevereiro, acordamos com os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. As notícias de fechamento do Estreito de Ormuz impactaram o mercado do boi gordo no Brasil; contudo, são especulações sem fundamento, com o intuito de desestabilizar o mercado”, afirmou Cyro Penna.
O dirigente explicou que as exportações do Brasil que passam pelo Estreito de Ormuz representam de 2% a 3%, enquanto para o maior cliente, que é a China, com mais de 50% das exportações, seguem pelo Cabo da Boa Esperança, pela África. “Dessa forma, não existe necessidade de passar pelo Estreito de Ormuz, onde ocorre o conflito”, explicou Penna.
Além desses mercados, destacam-se como grandes compradores os Estados Unidos, Chile e México, com rotas também fora dessa região de conflito. “Em 2025, as vendas para o Oriente Médio representaram 6,8% da receita e 6,5% do volume exportado pelo Brasil. Se analisarmos países da região, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, essa exportação cai para menos de 4%, e isso não significa que deixaram de comprar do Brasil. Já temos relatos de que o setor de aves está retomando as exportações, com navios chegando à região”, afirmou Cyro.
Finalizando, Cyro Penna Júnior, novo presidente da Comissão de Bovinocultura da CNA, pediu cautela, ressaltando que os desdobramentos das guerras e conflitos trazem preocupações para todos os setores da economia. “Nesse sentido, é preciso ter cautela nas análises e nas divulgações, que podem causar prejuízos à cadeia produtiva da carne bovina e ao produtor rural”, finalizou o dirigente da CNA.






