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25 de agosto de 2026A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) emitiu a Circular nº 97/2026, com orientações aos Sindicatos Rurais e produtores sobre a ocorrência e a proliferação da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) em diferentes regiões do Estado.
O alerta, datado de 24 de agosto de 2026, chama a atenção principalmente para áreas onde a pecuária de corte e leite convive próxima a usinas sucroalcooleiras. Segundo a FAESP, o manejo inadequado de resíduos provenientes da produção de açúcar e etanol, como vinhaça, torta de filtro e palha de cana, pode favorecer a reprodução do inseto.
A mosca-dos-estábulos é considerada um importante vetor de enfermidades e suas picadas provocam dor, estresse e desconforto nos animais. A infestação pode prejudicar a alimentação, o ganho de peso e a produção, causando impactos diretos sobre a saúde e o bem-estar do rebanho. A entidade também destaca possíveis impactos ambientais relacionados ao manejo irregular de resíduos agroindustriais.
A FAESP reforça que está em vigor a Resolução SAA nº 38, de 3 de julho de 2017, que instituiu o Programa de Controle e Prevenção da Mosca-dos-Estábulos, regulamentado pela Portaria Conjunta CATI/CDA nº 02, de 16 de agosto de 2017.
Notificação deve ser imediata
A orientação é para que produtores comuniquem imediatamente a unidade local da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) ou da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) quando identificarem um surto com mais de 10 moscas por animal ou aumento significativo da população durante o monitoramento com armadilhas.
De acordo com a circular, o limite de atenção é de mais de 270 moscas por armadilha por semana em propriedades pecuárias ou 70 moscas por armadilha por semana em usinas.
A notificação à CDA/CATI poderá desencadear a elaboração de relatório técnico, vistoria e prazo de adequação das propriedades geradoras de resíduos, que pode chegar a 72 horas, além do acionamento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), quando necessário.
Manejo adequado dos resíduos é fundamental
A FAESP também recomenda a adoção de boas práticas sanitárias e o manejo adequado de resíduos orgânicos e subprodutos da agroindústria no entorno das propriedades rurais. Entre os materiais que exigem atenção estão a vinhaça, torta de filtro, esterco, cama de frango e até resíduos orgânicos provenientes de residências.
A entidade reforça a importância da participação dos Sindicatos Rurais na conscientização dos produtores e na comunicação rápida aos órgãos de defesa agropecuária, com o objetivo de conter os focos da mosca-dos-estábulos e reduzir os prejuízos à atividade pecuária.
A orientação integra as ações da FAESP e do SENAR voltadas à prevenção e ao controle de problemas que podem afetar a produção, a saúde animal e a atividade econômica dos produtores paulistas.





