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15 de julho de 2025Conselho defende diplomacia firme para apoiar o setor agropecuário brasileiro
Representantes irão convocar reunião extraordinária para articulação junto à União de soluções para a tarifa estadunidense a produtos brasileiros
O Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Agricultura (CONSEAGRI) emitiu nota oficial expressando preocupação com a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo a entidade, a medida compromete a competitividade do agronegócio nacional, encarece insumos e desestrutura cadeias produtivas estratégicas.
Diante do cenário, o CONSEAGRI defende a adoção de uma diplomacia firme, técnica e coordenada, com protagonismo do Ministério da Agricultura, das representações parlamentares e dos estados, visando a retomada das negociações comerciais com os EUA em bases justas e equilibradas.
A nota destaca também a importância de uma escuta federativa, atuação internacional ativa e defesa técnica dos interesses do agro brasileiro, especialmente em um momento no qual o país vem conquistando credibilidade sanitária e ambiental no cenário global.
O presidente do CONSEAGRI e secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, reforça que a entidade seguirá atuando junto aos entes federais e internacionais para garantir a competitividade, a segurança jurídica e o protagonismo do agro nacional.
Agropecuária em números
Na balança comercial, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 82,03 bilhões no 1º semestre de 2025, com superávit de US$ 71,94 bilhões; China, União Europeia e Estados Unidos foram os principais compradores, segundo o MDIC.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, na comparação com o trimestre anterior, com ajuste sazonal. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi comentado em Nota Informativa na sexta-feira (30/5) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A Secretaria afirmou que foi impulsionado principalmente pelo forte desempenho da agropecuária, que avançou 12,2% no período.






